Quando criança, acordava com o rádio ligado, pois minha mãe ou minha avó já estavam ouvindo desde bem cedo.
Era um programa de humor que hoje é mal e porcamente copiado por alguns programas de rádio e até de TV. Daí nascia duas grandes paixões: o rádio e o humor.
Mas depois descobri que o próprio Djalma Jorge era uma cópia de um outro programa de rádio dos anos 40, PRK 30. Pelas ondas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro era um programa chamado PRK-30, transmitido a todos os lares brasileiros, todas as sextas-feiras às 20h30min, apresentado pelos humoristas Lauro Borges e Castro Barbosa (foto). Os dois humoristas faziam mais de 20 tipos: imitavam correspondente internacional, calouros, cantores, contavam piadas, notícias e faziam trocadilhos.
(mais no site: http://www.velhosamigos.com.br/CantinhoSaudade/saudade.html )
Bom, vamos a minha história como radialista.
Aos 16 anos de idade, fui acompanhar um amigo que iria fazer um teste para locutor da rodoviária de Mogi das Cruzes, gostaram da minha voz e acabei fazendo o teste e passei e meu amigo não. Ele ficou 3 meses sem conversar comigo.
A partir dai, começava minha trajetória em comunicação. Pois como tinha muito tempo livre na rodoviária, acabava usando o microfone para avisos e prestação de serviços.
Um diretor de rádio (rádio Metropolitana) que utilizava a rodoviária ouviu e me perguntou se já havia trabalhado em rádio. Menti dizendo que sim. Ele pediu pra montar um programa e levar, em fita cassete, pra ele, pois estava precisando de um locutor aos finais de semana, o que nós chamamos de folguista (cobre as folgas dos outros locutores).
Pra mim foi fácil, pois adorava ouvir radio e imitar os locutores, inclusive narrando partidas de futebol na TV, inventando todos os nomes dos jogadores.
Montei o programa, treinei muito e levei pra ele. Ele adorou e disse que era aquilo que precisava. Era a primeira vez que pisava em um estúdio de rádio na vida.
Comecei na outra semana, trabalhando de sábados e domingos.
Dai fui pra outras rádios, passando por Transcontinental FM, Transamérica FM, 98 FM, Dumont FM, Rádio Progresso AM, Difusora AM e Rádio Cidade AM, onde fiquei por 13 anos.
Está em todas as classes sociais, desde o operário ao presidente de grandes empresas.
Por diversos motivos que sou muito grato a tudo que esse magnífico meio de comunicação me proporcionou:
OBRIGADO RÁDIO, POR TODAS AS ALEGRIAS QUE ME TROUXE.
Desde a infância até os dias de hoje.
Agradeço imensamente a todos que compartilharam, um minuto se quer, comigo, quer seja ouvindo meus programas, quer seja trabalhando comigo. Pois poucos sabem, mas radialista é todo funcionário de rádio, desde a faxineira ao presidente.
MUITO OBRIGADO!!!
Agradeço ao meu Deus maior, sempre, pelo dom da voz, o dom da alegria e o dom da comunicação.
*Dedico esse texto aos meus amigos e companheiros radialistas!
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